NET RÁDIO CULTURA RETOMA SUAS ATIVIDADES COM A PROGRAMAÇÃO DO NATAL 2017

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6.11.12

NET RADIO CULTURA FM CAJAZEIRAS 24 HORAS NO AR ATUALIZADO EM 06 DE NOVEMBRO 2012


AGRADEÇO AO BRASIL AS VISITAS DO NOSSO SITE BLOG DA NET RADIO CULTURA FM DE CAJAZEIRAS


REPUDIO CONTRA A CENSURA A DIRETORA TÉCNICA DO JORNAL UNIÃO DA PARAIBA

NOSSO  REPÚDIO  A  DIREÇÃO TÉCNICA  DO  ATUAL JORNAL  A UNIÃO  DE  JOÃO PESSOA  POR  TER  CENSURADO  A   PUBLICAÇÃO DA  REVISTA CAJAZEIRAS  NOS  38  ANOS  DE PUBLICAÇÃO  ANO PASSADO  2011  E  ESTE  ANO A DIREÇÃO   ADMINISTRATIVA  E  A MESMA  DIREÇÃO  TÉCNICA   COM   MUITA  CARA  DE PAU  ALÉM  DE  CENSURAREM  A REVISTA DE  NÚMERO  39  ANOS , SE QUER  DEIXARAM  PUBLICAR  DANDO   PREJUÍZO  AO  POBRE  PRODUTOR  CHICO  DO RADIO   QUE  A  39  ANOS  CARREGA  ESTE  REVISTA  NAS COSTAS  SENDO  QUE  ELA  SEMPRE FOI DE PROPRIEDADE  DA  PRÓPRIA  A UNIÃO   SUPERINTENDÊNCIA   E  EDITORA  PORQUE  AS  SUCURSAIS  ATUANTES DO INTERIOR  SEMPRE PRODUZEM  ENCARTES UM  FORMA  DE  ESCREVER DOCUMENTAR  E  FAZER A HISTORIA  DOS  MUNICÍPIOS  MAS  O GOVERNADOR   RICARDO COUTINHO  COLOCOU  UMA  DIRETORIA  DITATORIAL   NA UNIÃO QUE  ALÉM  DO POUCO ATENDIMENTO COM O POVO  DO INTERIOR  SER  MUITO FRACO  AINDA  CADA DIRETOR TOMAM  SUAS  ATITUDES    INESPERADAS  CADA UMA  DAS  DIRETORIAS  CRIAM  AOS  SEUS MOLDES  REGULAMENTOS  E NO  FIM QUEM SAI  PREJUDICADO  É A  PRODUÇÃO DO INTERIOR  POR  SE TRATAR QUE TEM  O GOVERNO COMO SUSTENTAÇÃO   PARA  MANTER  A  GRÁFICA OFICIAL    FUNCIONÁRIOS  APADRINHADOS  DE  POLÍTICOS  COMO SEMPRE FUNCIONOU  ASSIM  POR  LA.  ENTÃO PEÇO DESCULPAS  AOS  COLABORADORES   E ANUNCIANTES  E  ESTAMOS PROVIDENCIANDO  JUNTO  A   GRÁFICA  PONTUAL   A IMPRESSÃO  DA NOSSA  REVISTA  CAJAZEIRAS DE NO  39  NOS  SEUS  149  ANOS  DE   CAJAZEIRAS  

QUERO  AQUI  DEIXAR O   NOSSO  REPÚDIO  PUBLICO QUE  VOU  COLOCAR  NA  EDIÇÃO DO GRANDE  JORNAL DO ESTADO  PB  NA  EDIÇÃO  DE  05  DE NOVEMBRO A  05  DE  DEZEMBRO 2012    E  DIZER  A  TODOS  DA  COMUNICAÇÃO OFICIAL DO NOSSO GOVERNO  DA PARAÍBA  A  COMUNICAÇÃO   É UM  DIREITO  DE  TODOS.
O JORNALISMO  É  A  ARMA  DA  LIBERDADE.......   

E  SEGUNDO  ABRAÃO  LÍNCOLIN   CALAR  PELO  O SILENCIO.  QUANDO SE  DEVA PROTESTAR  TORNA  OS   HOMENS  EM  COVARDES . ENTÃO  COMO  SOCIALISTA  E  COMUNISTA  ASSUMIDO  ESTOU  ENVERGONHADO  DA UNIÃO  JORNAL OFICIAL  DO  ESTADO  DA PARAÍBA ONDE LA  TEM  UM GRANDE PEDAÇO  DE MINHA  VIDA COMO  PRODUTOR  GRÁFICO  REGISTRE  SE  PUBLIQUE SE  ARQUIVE SE EM   06  DE NOVEMBRO DE   2012  ......  

ASSINA    FRANCISCO DIASSIS GOMES CHICO DO RADIO  O  SECRETARIO DO POVO .....  QUANDO  UM DIA  EU MORRER  VOU LEVAR COMINGO  ESTA A GRANDE MAGOA  E  VERGONHA   DA  CENSURA AINDA EXISTIR  COMO  DISSE PESSOALMENTE  A  DIRETORA  TECINICA   DA UNIÃO  OLHE  AQUI MEU  FILHO TEM QUER  SER CENSURADO POR MIM EU  DISSE MINHA  SANTA  ESTA  PALABRA  DITADURA  EU VI ISSO  EM  1964   E PRA ISSOA  EU TAMBEM   LUTEI  E  SEU EU PUDESSE   RETIRAR DO DICIONARIO  DA LINGUA PORTUGUESA  A PALABRA  CENSURA  SERIA  O MEU  MAIOR  DESAFIO EM VIDA...........  FIMMMMMMMMMMMMMMMMMM

SOMOS A CULTURA FM DE CAJAZEIRAS DE CORAÇÃO


TODO TEMPO AQUI NA NOSSA RADIO CULTURA FM O TIRADENTES SERÁ SEMPRE LEMBRADO


CAMPANHA DA NET RADIO CULTURA FM CAJAZEIRAS PB CUIDAIDS




21.10.12

NOSSA LINDA TEFINHA EM SUA BICICLETA TA NEM AI E AGENTE PREOCUPADO COM A SECA LASCADA AQUI NO NORDESTE BRASILEIRO POR ISSO VAMOS IMPLORAR COM FORÇA DE VONTADE AJUDA DOS GOVERNOS


A FOME TEM CARA DE HEREGE


MUITO PESO OUTROS PASSAM FOME E A SEGUIR O GRANDE POETA CHICO XAVIER E NOSSA GRANDE ANINHA DA FACULDADE SANTA MARIA A FACULDADE QUE MAIS CRESCE HOJE NO NORDESTE EM CAJAZEIRAS PB


MOTIVAÇÃO DE VENDAS COM A FORÇA DO PAPAI NOEL EM VIDEOS APOIO CULTURAL GRUPO ARMAZEM GALDINO


HOUHOUHOU PAPAI DA NET RADIO CULTURA FM CAJAZEIRAS PB APOIO GRUPO RIO DO PEIXE


MENINOS E MENINAS PASSOU NAS PROVAS VAI TER DIREITO A PRESENTES DO PAPAI NOEL HOHOHHHHHHHHHHHHHHOOOOOOOOOOOOOOU



FELIZ NATAL ANO NOVO 2013 REPLETO DE MUITA FARTURA APOIO CULTURA LOJÃO DE MOVEIS RIO DO PEIXE HOHHOUUUUUUUUUUU


VERDADEIRA HISTORIA DO PAPAI NOEL CONFIRA AQUI APOIO CULTURA DISTRIBUIDORA RIO DO PEIXE LTDA


A verdadeira história do Papai Noel

Publicado em 23 de dezembro de 2010
Papai Noel certamente é o maior símbolo do Natal, apesar de não ser o real motivo segundo a tradição cristã ou até mesmo a tradição pagã. Porém poucas pessoas conhecem a verdadeira história por trás da lenda do bom velhinho e acreditam em diversos fatos falsos espalhados principalmente pela internet.
O verdadeiro Papai Noel foi uma pessoa de carne e osso, mais precisamente São Nicolau Taumaturgo – um arcebispo turco. São Nicolau costumava ajudar pessoas pobres da cidade de Mira colocando moedas de ouro nas chaminés de suas casas durante a época de Natal. Mais tarde, diversos milagres foram atribuídos a São Nicolau fazendo-o por se tornar santo. Sua imagem como símbolo natalino teve origem na Alemanha, e de lá se espalhou para mundo inteiro.
A verdadeira história do Papai Noel
Uma das maiores lendas urbanas certamente relacionadas ao natal é a que diz que os trajes vermelhos do Papai Noel são advindos das propagandas da Coca-Cola. Isso não é verdade. É historicamente comprovado que a roupa vermelha e o cinto preto foram criados pelo cartunista alemão Thomas Nast para a revistaHarper’s Weeklys em 1886. Até então Papai Noel era representado com trajes verdes, típicos de lenhadores europeus do século XVII. Voltando um pouco mais no tempo nos deparamos com o traje em tons de marrom e com uma coroa de azevinhos na cabeça, mas naquela época não existia um padrão em si. A famosa campanha publicitária da Coca-Cola data de 1931, e apesar de não ter criado o visual “oficial”, certamente ajudou a torna-lo conhecido em todo o mundo.
Um século antes, em 1822, Clemente Clark Moore, um escritor Nova Iorquino, lançou um poema onde apareceu pela primeira vez o famoso trenó voador puxado por renas. A obra de Moore era um apanhado de diversas tradições e acabou por definir toda a lenda de Papai Noel que se mantém até hoje.
A tradição das cartas com pedidos enviadas por crianças ao Papai Noel, foi adaptada de uma tradição européia onde se envia cartas para membros da igreja com pedidos de benção e coisas do tipo durante o natal. Hoje essa tradição é muito bem aproveitada por intuições como os Correios, que utilizam as cartas recebidas para fazer um belo trabalho social.
Não importa a cor da roupa ou o nome, o que importa é que Papai Noel é um ótimo símbolo para o natal, muito melhor que o religioso, e certamente perdurará por muitos séculos na cultura ocidental.
Um Feliz Natal para todos em nome da equipe do Muita Pimenta, e que ninguém morra engasgado com o Peru.

O CREDO DO CONTADOR DE HISTORIA EM NOSSA CULTURA

O CREDO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS. Creio no contador, como memória viva do amor e creio em seu filho, e no filho de seu filho, e no filho de seu filho, porque eles são a estirpe da voz, os criadores da terra e do céu das vozes: voz das vozes. Creio no contador, concebido nos espelhos da água, nascido humilde, tantas vezes negado, tantas vezes crucificado, porém nunca morto, nunca sepultado, porque sempre ressuscitou dos vivos congregando-os a ser: xamã, fabulista, contador de histórias... Creio na magia que na entrada das cavernas acendeu o primeiro fogo que reuniu como estrelas: o assombro, o tremor, a fé. Creio no contador, que desde os tempos tribais a todos antecedeu para alcançar-nos por que é. Creio em suas mentiras fabulosas que escondem fabulosas certezas, no prodígio de sua invenção que vaticina realidades insuspeitas, e também creio na fantasia das verdades e nas verdades da fantasia, por isso creio nas sete léguas das botas, na serpente que antes foi inofensiva galinha, e no gato único no mundo, aquele gato que ao miar lançava moedas de ouro pela boca. Creio nos contos de minha mãe, como minha mãe acreditou nos contos de minha avó, como minha avó acreditou nos contos de minha bisavó e recordo a voz que me contava para afastar a enfermidade e o medo, a voz que recordava os conselhos entesourados pela mãe para passá-los ao filho;— Não te desvies do teu caminho.— Nunca faças de noite o que possas te envergonhar pela manhã. Creio no direito da criança escutar contos; e mais, creio no direito das crianças vivas dentro dos adultos de voltar a escutar os contos que povoaram sua infância; e mais, creio nos direitos dos adultos desde sempre e para sempre de escutar contos, outros novos contos. Creio no gesto que conta, porque em sua mão desnuda, despojadamente desnuda, está o coelho. Creio no tambor que redobra, porque o que haveria sido do mundo se não tivesse sido inventado o tambor, se a poesia não reinventasse o mundo dentro de nós, se o conto, ao improvisar o mundo, não o reordenasse, se o teatro não desvelasse a cerimônia secreta das máscaras e por isso...Por que creio, narro oralmente. Creio que contar é defender a pureza, defender a sabedoria da ingenuidade, defender a força da indagação. Creio que contar é compartilhar a confiança, compartilhar a simplicidade como transparência da profundidade, compartilhar a linguagem comum da beleza. Creio que contar É UMA FORMA DE AMOR! (Garzón Céspedes)

A HISTORIA DA COMUNICAÇÃO DESDE OS TEMPOS DA FADA


Contar histórias é uma forma de comunicação. Mesmo sem se dar conta as pessoas usam este artifício no dia a dia. É comum, querendo dar mais ênfase ou veracidade a uma afirmação, o interlocutor usar de uma história acontecida com ele, com amigos ou até, uma que “ouviu falar”. Isto dá uma impressão que a outra pessoa irá entender melhor aquilo que se esta querendo transmitir.
Partindo deste ponto as histórias podem ser usadas com as mais diversas intenções, e uma delas é como uma forma de comunicação entre pais e filhos. Principalmente porque os pais tem sempre muitas coisas que gostariam de falar para seus filhos e, as vezes, não sabem como faze-lo. Isto porque pode haver uma certa insegurança em saber se a criança poderá entender ou não aquilo que se deseja falar e também, porque há uma presunção, na maioria das vezes acertada, de que ela não terá muita paciência para ouvir. Pudera há tantas outras coisas interessantes para fazer!
As crianças poderão não entender o conteúdo daquilo que se deseja transmitir: As histórias irão colocar os elementos desejados dentro de um contexto simples e adequado ao entendimento da criança. Os elementos chaves que se deseja comunicar não estarão soltos, exigindo um pensamento abstrato para dar-lhes sentido, eles já estarão encadeados dentro da história. Compreender a história irá significar compreender situações, razões e resultados, que em última análise são os elementos que se deseja transmitir.
A impaciência ou incapacidade de se concentrar por um período mais longo: A história tem a propriedade de interessar a criança e com isso mantê-la atenta.
Qualidade da mensagem
Partindo do ponto de que as histórias são bons veículos de informação, resta a pergunta: mas que tipo de informação?
Pode-se transmitir bem, mas isto não será necessariamente bom ou construtivo para a criança. Isto leva à reflexão: o que se deseja transmitir?
Assim, quando os pais se depararem com uma história com potencial para ser contada para seus filhos, deverão discernir no seu conteúdo a que tipo de conclusões ela levará, quais sentimentos despertará, se ela poderá incentivar ou inibir determinada conduta.
Se não houver esta preocupação inicial corre-se o risco de estar comunicando, até comunicando bem, algo indesejado, que não está de acordo com as crenças e valores de quem a está narrando.
Deve-se tomar cuidado de analisar a história não só pelo seu roteiro principal, mas também pelos acontecimentos periféricos, secundários. Uma história poderá estar valorizando a coragem de determinado príncipe, que luta pela salvação de seu povo. Mas se na intimidade este príncipe for arrogante e mandão com seu fiel escudeiro, a história estará valorizando a coragem, mas também comprometendo a cortesia que um cavaleiro deve ter. Estes detalhes poderão passar despercebidos, mas o trato com empregados está mais próximos das crianças do que a luta pela liberdade de um povo.
As histórias de fadas
Dentre as diversas categorias que as histórias podem se dividir, as histórias de fadas aparecem como as preferidas para as crianças, porém, curiosamente muitas delas apresentam uma dose de violência que gera uma certa perplexidade: porque histórias tão violentas são milenarmente utilizadas com crianças?
Em Rapunzel o príncipe vaga cego por muitos anos, Bela Adormecida é condenada a morte simplesmente porque seus pais deixaram de convidar uma das fadas e, em Branca de Neve, sua madrasta, por não tolerar a sua beleza, manda mata-la. A sina de Branca de Neve só é atenuada porque o caçador que deveria mata-la penalizado, mata um cervo em seu lugar e coloca o coração ensangüentado do animal em um baú para entrega-lo à rainha como prova de ter cumprido a sua missão. Como se matar um animal fosse coisa boa, principalmente em uma época em que lutamos para despertar a consciência ecológica em nossas crianças e o amor aos animais. Será que isso é coisa de criança?
O conceituado psicanalista inglês Bruno Betellhein em seu livro: “A Psicanálise dos Contos de Fadas” traz contribuições importantes para se entender o efeito que os contos de fadas causam nas crianças. Como é sabido, as crianças tem uma forma diferente dos adultos de entender e refletir. As crianças pequenas não conseguem desenvolver um raciocínio de causa e efeito. Seu entendimento é baseado muito mais na emoção do que na razão. Assim, querer persuadir uma criança baseando-se em argumentos racionais, comum aos adultos, terá grandes possibilidades de fracassar.
Os medos que os adultos sentem, da violência, instabilidade financeiro, de perder a saúde são percebidos pela criança e, embora ela não consiga entender, também tem medo, e o pior é absolutamente incapaz de fazer algo para vence-lo ou de encontrar argumentos para diminuí-lo.
As histórias, entre outros efeitos, irão aparecer como um bálsamo para esta situação. Na história de chapeuzinho vermelho, por exemplo, o lobo funciona como um símbolo do perigo, de alguém com quem se precisa ter cuidado. E o que acontece: ele engole chapeuzinho, e em algumas versões a vovó também, o que significa que os temores se concretizaram. Porém, quando aparece o caçador, ele abre a barriga do lobo e de lá sai chapeuzinho vermelho intacta e feliz. Isto irá mostrar para a criança que mesmo que os terríveis males aconteçam, as coisas podem acabar bem, isto lhe dá esperança e, conseqüentemente, segurança.
As fábulas
Atribui-se à Ésopo e, posteriormente, à Fedro, a idéia de usar as fábulas para transmitir situações de relacionamento dos seres humanos, encerrando lições e ditames de comportamento de uma forma velada, protegida pelo fato dos protagonistas serem animais. Isso fica mais claro quando sabemos que ambos eram escravos alforriados, nesta situação é fácil imaginar que eles usariam esta liberdade para transmitir mensagens aos demais escravos usando os animais como proteção. Foi graças a La Fontaine que as fábulas chegaram até nós, e este não usou as fábulas com outro objetivo, plebeu freqüentador da corte e vivendo em uma época de grande injustiça social na França, as fábulas apareciam como um meio de falar verdades de forma alertadora e segura.
As fábulas encerram padrões de comportamento, evidenciam valores e geralmente apontam para soluções justas. E, da mesma forma que foram usadas a séculos atrás, elas podem ser usadas modernamente pelos pais para falar sobre estes padrões de comportamentos com seus filhos. Usando-as os pais poderão falar sobre verdade, lealdade, altruísmo, despojamento, bondade e tantos outros valores, no momento exato que seus filhos precisam ouvir, quando perceberem que fatos ou os próprios sentimentos de seus filhos estão necessitando de um modelo de comportamento.
Então ter um repertório de histórias, de seus diversos tipos: de fadas, fábulas, lendas, mitos, para serem “retiradas do baú” na hora necessária, se torna uma importante ferramenta para ser usada na educação. E o que é importante, as histórias não propiciam uma educação condicionante, ao contrário, elas são um convite para o pensar, para a investigação e para se chegar às suas próprias conclusões.
As histórias de fadas são mais adequadas às crianças pequenas, já as fabulas, as lendas e mitos, são mais adequadas às crianças com mais de sete ou oito anos. Mas isso não quer dizer que as crianças não irão gostar mais de histórias de fadas quando ficarem mais velhas ou, ao contrário, as pequenas não apreciam as fabulas. Esta adequação está relacionada ao entendimento e ao aproveitamento que ela terá ao ouvir a história. Ou seja, liberta de medos e com resposta a algumas de suas indagações sobre a vida, a menina e o rapazinho irão ouvir as histórias de fadas de outra maneira, se encantando com a magia, vibrando com a aventura. Já a pequenina, poderá não entender as razões que levaram a raposa da fábula “A raposa e as uvas” a agir dessa forma, mas gostará de ver o fantoche, dará risadas quando a sua mãe fizer a voz mais grossa para imitá-la.
O desenvolvimento que todas as histórias propiciam
Cada história tem uma mensagem específica, típica ao seu roteiro e que motivou a sua escolha de acordo com a mensagem educacional desejada pelo seu narrador.
De forma genérica as histórias contribuem com diversos aspectos da formação de crianças e jovens. Estes aspectos podem variar de intensidade de uma história para outra, porém, pode-se dizer que de maneira geral todas as histórias propiciam o desenvolvimento:
Atenção e raciocínio: Todos sabem que as histórias têm o poder mágico de prender a atenção das crianças (e a experiência mostra que a dos adultos também). Isso por si só já é um exercício, mas as histórias provocam muito mais do que isso. A crianças acompanham os fatos e fazem conjecturas, como será que o herói se saíra dessa situação? Será que o ratinho, por gostar somente de queijo, rejeitará o chocolate? A princesa encontrará o príncipe e será feliz novamente? Ao tomarem conhecimento do desfecho do enredo irão compará-lo com as suposições que fizeram, isto fará com que elas exercitem a relação de causa e efeito, que faz parte do seu amadurecimento.
A narrativa exercitará também a memória, pois as maldades feitas pela rainha má serão relembradas, no final da história, quando esta for castigada. Alguns personagens que aparecem apenas no início da história, podem ter um papel decisivo no seu final. A criança por estar interessada no enredo gravará elementos e detalhes que sabe que lhe trará satisfação em outra parte da história. Isto também pode acontecer quando a mesma história é contada diversas vezes, a cada nova narrativa a criança saboreará melhor estes elementos. E as crianças tem uma predileção por ouvir a mesma história muitas vezes, isto porque ela quer ter certeza de que o mal foi derrotado e que tudo acaba bem no final. Senso crítico: Sem dúvida pensando na formação do cidadão de amanhã, umas das maiores preocupações dos pais é formar um homem e uma mulher crítico, que tenha capacidade de analisar o que está a sua volta, avaliar o que está de acordo com os seus princípios e o que não está, e tomar decisões de acordo com as suas próprias convicções.
Isso nem sempre é fácil perante uma sociedade massificante onde as informações se cruzam em velocidade vertiginosa e nem sempre com objetivos explícitos.
As ingênuas histórias podem ser um motivo para os pais discutirem com seus filhos comportamentos, posicionamentos. Não de forma impositiva, mas sim convidativa ao pensar. Os pais poderão perceber, encantados, que a forma de seus filhos verem os fatos vão amadurecendo a medida que eles crescem.
As crianças pequenas ficaram encantadas quando Cinderela apaixona-se imediatamente pelo príncipe. Mas as mais velhas poderão ser questionadas se somente o fato de ser bonito, rico e poderoso é suficiente para alguém se apaixonar.
E será que o Patinho Feio não seria mais feliz continuando feio, mas filho de sua mãe pata e irmão dos patinhos, do que se transformar em um cisne belo, porém, sozinho?
O que importa é que as histórias vão trazer o contexto, onde os pais com habilidade poderão fundamentar uma discussão que busque produzir a reflexão e o exercício do senso crítico.
Imaginação: As histórias conduzem o ouvinte às mais diversas paragens e, não há limite. Uma boa narrativa pode levar ao fundo domar, acima das nuvens, a países distantes, ao futuro e ao passado.
A descrição detalhada, fará com que o ouvinte sinta o cheiro das flores, visualize a grama verdinha e se encante com o cavalo alado que dorme sossegadamente. Porém, a este detalhamento não deve ser exagerado, a fim de permitir que o ouvinte coloque a sua “própria” cor do céu, enfeite o campo com árvores. A narrativa é um convite para que a imaginação se desencadeie e complemente o cenário.
Criatividade: Nos dias de hoje sabe-se que a criatividade é diretamente proporcional à quantidade de referência que uma pessoa possui. As histórias são capazes de dar estas referências às crianças. E o que é importante é que estas referências não são apenas aquelas apresentadas a elas, prontas, de forma conceitual ou visual. Mas são também resultantes de seu próprio raciocínio e de sua imaginação.
Nesta linha de raciocínio podemos afirmar que por proporcionar referências as histórias incentiva a criatividade.
Mas, podemos ir além disso. As histórias fornecem um contexto com o qual podemos trabalhar de diversas maneiras fazendo com que as crianças sejam convidadas a criarem. Após ouvir uma história podemos pedir que ela faça um desenho da cena que mais gostou, ou a modele em argila. Um grupo de crianças poderá representa-la ou, mesmo, ser convidado a fazer a sua continuação. Será necessário criar o roteiro, fazer o cenário, o figurino. Situações que ficariam difíceis de serem pedidas aleatoriamente, mas que ganham sentido dentro de uma história que acabou de ser contada.
Afetividade: As crianças adoram ouvir histórias e querem que seus pais contem sempre mais, que contem a mesma história outras vezes. Isto se dá pelo prazer que ela tem de ouvir histórias, mas também pela situação de aconchego que ela representa.
Neste momento seu pai, ou sua mãe, é só dela e lhe dedica a mais completa atenção. Ela poderá estar no seu colo ou os dois estão largados em uma montanha de almofadas, e para ela esta situação poderá se perdurar infinitamente...
Estes momentos de cumplicidade, aumentam o companheirismo e favorece a afetividade. Isto faz com que as relações melhorem, melhorando as relações o diálogo é favorecido. Mais diálogo mais compreensão, mais confiança, mais conhecimento das peculiaridades das crianças e, em contrapartida, mais abertura para um ouvir o outro.
Transmissão de valores: As histórias são excelentes veículos para a transmissão de valores, porque dão contexto a fatos abstratos, difíceis de serem transmitidos isoladamente.
Como falar com crianças, perante a constante valorização da esperteza, que mentir não é a melhor solução? E que não é porque o mentiroso é talentoso e está seguro que está garantido que o ouvinte está sendo convencido? Como transmitir um conceito que a mentira deixa mais vulnerável o mentiroso do que aquele que pretensamente se deseja enganar?
É difícil, mas a história de Pinochio magistralmente cumpre este papel de forma simples: O boneco de madeira mentia e o seu nariz crescia, ficando assim formidavelmente vulnerável!
As histórias, conforme já foi colocado, são um verdadeiro celeiro de fatos que enaltecem os valores éticos, o que precisa é que aquele que irá contá-las esteja aberto para este fator. É preciso que ele acredite realmente na veracidade das afirmações que a história encerra dentro de sua fantasia.
Para que isto aconteça cada um deve escolher as histórias que realmente lhes são verdadeiras, que batem com os seus valores pessoas, que estejam de acordo com aquilo que ele deseja transmitir. Somente dessa forma ele poderá transmitir o que deseja de forma convincente.
É importante, também, entender os artifícios que a história usa para transmitir a sua mensagem, pois eles deverão ser narrados de forma fiel, a fim de proporcionar a compreensão desejada.
Quando se narra a história dos Saltimbancos, que valoriza a união, a formação de equipe. Se o narrador não deixar muito claro que o burrico não tinha forças para puxar a carroça, o cachorro não assustava mais ninguém, a galinha não dava mais ovos e a gatinha não servia mais para caçar gatos. Como justificar a súbita coragem que a união de todos fez nascer, fazendo com que o grupo conseguisse espantar perigosos ladrões. Assim a história deve ser escolhida tendo em vista a faixa etária da criança, o seu nível de compreensão, o momento adequado de aborda-la e, principalmente, estar de acordo com os valores que os pais acreditam como algo significativo para a formação de seus filhos.
Porém a escolha adequada não finaliza a questão, há que passa-la de forma clara, com graça, humor, causando suspense, emoção. Deve-se usar a voz adequada, fazer gestos, usar a expressão facial e a corporal.
Pode-se usar de recurso auxiliares que irão encantar as crianças:
fantoches, sombras, marionetes. E pode-se fazer uma série de atividades que irão potencializar os objetivos educacionais pretendidos e sobretudo propiciar saudáveis e felizes momentos de convivência entre os pais e seus filhos. Mas isto já é outra história...
Vania D'angelo Dohme é professora universitária, ludoeducadora, mestre em educação, pesquisadora do lúdico na educação, doutoranda em comunicação e semiótica, e membro fundadora do Centro Cultural de Voluntariado de São Paulo.
Com uma experiëncia de mais de 30 anos, realizando trabalhos voluntários com crianças em movimentos educacionais (movimento escoteiro), fundou a Editora Informal, na qual desenvolve capacitação de adultos e professores, através de oficinas, palestras e produção de material escrito.
É autora dos seguintes livros:
  • 32 idéias que auxiliam o aprendizado
  • Técnicas de Contar Histórias
  • Ensinando a criança a amar a natureza
  • Jogando - O valor educacional dos jogos
  • Jogando - Coordenação de jogos
  • Técnicas de contar histórias - Para os pais contarem para seus filhos
  • Atividades lúdicas na educação (Editora Vozes)
  • Voluntariado- Equipes produtivas (Editora Mackenzie)
E os títulos infantis:
  • A queda da fadinha no lixão
  • A queda da fadinha no lixão- Atividades
  • Jaca, o jacaré que virou bolsa
O Telefone de contato de Vania Dohme e da Editora Informal é: (11) 6977-6305 ou 6950-7481. Ou pelo site: www.editorainformal.com.br


Mais em: http://www.qdivertido.com.br/verartigo.php?codigo=26#ixzz29ETmdOs3

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